sábado, 1 de março de 2008

FORTE BULNES

Gostamos muito da viagem à Região mais ao sul do Chile. Gostamos de tudo!

Da cidade de Punta Arenas, Puerto Natales, das pessoas, do clima, da segurança, da comida, dos passeios e do modo como fomos tratados por todos.

Até a grama , devido ao clima, é bonita, com florzinhas parecidas com margaridas em miniaturas e flores amarelas.

Embora Punta Arenas esteja localizada a 3.212 km ao sul de Santiago do Chile, sendo a capital da Região de Magalhães e Antártida, é uma ótima cidade.

No princípio de 1841, o Presidente Manuel Bulnes decidiu colocar sob jurisdição Chilena, os territórios e as águas da zona do Estreito de Magalhães, evitando assim que a França e a Argentina pudessem estender a respectiva soberania à região.

Deste modo, em Maio de 1843, enviou uma expedição comandada pelo Capitão John Williams, que quatro meses mais tarde, em 21 de Setembro, ancorou num local chamado Puerto del Hambre (Porto da Fome).

Hoje só temos as ruínas

Este feito permitiu-lhe, em nome da República do Chile, tomar posse do Estreito de Magalhães e dos territórios envolventes.

Construíram então um pequeno forte, em madeira, a que puseram o nome de Bulnes, em homenagem ao Presidente da República que determinara aquela expedição e os fins a que a mesma se propunha.

O Forte está situado a 60 km ao sul de Punta Arenas e a fortificação é original, com sua igreja, prisão, estábulo, canoa e até correio.

O Forte está situado em um local belíssimo, porém hinóspito, com ventos cortantes mesmo no verão. Ficamos imaginando como deve ter sido difícil a vida naquele local; até hoje há poucos moradores naquela região.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Sara Braun

A respeito do cemitério temos uma curiosidade: -

Sara Braun, uma aristocrata de Punta Arenas, doou o terreno para o cemitério, projetou o jardim e doou uma linda porta ferro confeccionada na França para a entrada principal, mas com uma condição, que seria a ultima pessoa a passar pela porta, depois a mesma seria fechada.

Hoje a porta está fechada e as pessoas entram pela porta lateral.....

porta cemiterio

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

PUNTA ARENAS: Patagônia chilena

PUNTA ARENAS

Em Punta Arenas fizemos um tour meio macabro, mas muito interessante.

Nossa guia, Susana, nos disse que estava incluido um passeio ao cemitério, que era o mais lindo do Chile, mas caso não quisséssemos ir, tudo bem.

Ele é realmente muito bonito, vejam pelas fotos:



Os Ciprestes enormes formam as ruas



Cada colonização possui seu mausoléu, Sociedade Francesa, Sociedade Croata......




As alamedas de ciprestes





PUNTA ARENAS

Em Punta Arenas fizemos um tour meio macabro, mas muito interessante.

Nossa guia, Susana, nos disse que esta incluido um passeio ao cemitério, que era o mais lindo do Chile, mas caso não quisséssemos ir, tudo bem.

Ele é realmente muito bonito, vejam pelas fotos:








Alguns exemplos da arquitetura local:
Nas ruas centrais não existe meio-fio, porque no inverno fecham estas ruas para utilizarem como pista de patinação no gelo!!!

Nos contaram que há 12 anos a neve vinha até a altura do joelho, mas já faz 2 anos que a pista não pode ser usada devido a pequena quantidade de neve..... e ainda tem gente que não acredita no aquecimento global.






A limpeza das ruas e os jardins bem cuidados são uma constante, não só na patagônia sul,
como em Santiago, Vinã del Mar, Valparaiso, Puerto Varas e Puerto Montt.







O que notamos também durante o city tour, foi que nos levaram em 2 museus e em nenhuma "lojinha", isto não é fantástico???

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008


Povo Tehuelche: povo pré colombino que ocupava o sul de Patagonia continental e se denominavam aonikenk.
Eram altos, nômades, caçadores e coletores e utilizavam a pele do guanaco para se cobrirem e construir suas casas.
Usavam arco, flechas, lanças e boleadores, um instrumento composto de 3 bolas de pedra forrada de couro unidas por um cordão. Quando os espanhóis chegaram, os batizaram com o nome de patagões (pés grandes), pois se assustaram quando viram suas pegadas na neve, eram enormes devido também ao tipo de calçado de couro que usavam para se proteger do frio.
Conhecida como Rosa Yagan, ela foi a última mulher pura desta etnia .
"Todos me conhecem como Rosa, porque assim me batizaram os missionários ingleses, mas me chamo Lakutaia Le Kipe.
Lakuta é o nome de um pássaro e kipa quer dizer mulher. Cada Yagan leva o nome do lugar onde nasceu e minha mãe me trouxe ao mundo em Bahia Lakuta. Assim é nossa raça: somos chamados pelo nome da terra que nos recebe."


A população yagan era estimada em mais de 3.000 pessoas na chegada do homem branco, porém no ano de 1850 havia cerca de 2.000 e em 1924 apenas 50 pessoas. Em apenas 70 anos havia desaparecido 2.800 pessoas.



Hoje habitam nas cidades do sul aproximadamente 70 pessoas descendentes do Yaganes.



Durante o passeio pela cidade, fomos observando que aquele lugar teve muita importância; ficava na rota de ligação do oceano atlântico para o oceano pacífico e se não tivessem aberto o canal do Panamá em 1914, hoje seria uma metrópole.


Esta é uma das casas mais antigas de Punta Arenas e mostra como eram as construções com a base em alvenaria alta e
o restante em madeira .

Dos áureos tempos, encontramos belas mansões, algumas transformadas em clubes, outras em hotéis, mas uma se manteve intacta e estava aberta a visitação, o Palácio Mauricio Braun Menendez , conhecido como o Museu regional Sara Braun, que tiramos váaarias fotos.

Centro de Punta Arenas