domingo, 5 de setembro de 2010

MAESTRO AZEVEDO

Já ouviu falar em Joaquim Lourenço de Azevedo Filho?

Saiba um pouco da história deste ilustre personagem, nascido em Espírito Santo do Pinhal-SP, em 19 de novembro de 1872, filho de Joaquim Lourenço de Azevedo, português e  Maria José Magalhães de Oliveira Azevedo,  mineira e falecido em São João da Boa Vista, em 04 de janeiro de 1952, aos 81 anos de idade.

Era neto do ilustrado médico Dr.Joaquim Pereira de Magalhães, de Baependi, Minas Gerais.
maestro azevedo

Espírito culto e ao mesmo tempo aventureiro e irrequieto, aos 21 anos, prestando serviço militar, embrenhou-se com afinco em seus estudos musicais; encarou sua verdadeira vocação e desde cedo tornou-se um verdadeiro gigante da arte musical.




Aprendeu as  primeiras letras com o  professor João Julião( que  depois se  tornou  Tabelião na cidade  de Sao  Paulo) depois cursou na cidade de Mogi Mirim as aulas da Escola Boyle.

Seguiu a carreira comercial em São Paulo e Rio de Janeiro, onde em 1887, matriculou-se na Escola Militar, tendo, entretanto, partido para o Rio Grande do Sul, a expensas do Governo Federal, para se tratar, pois estava afetado de beriberi.

Lá no Rio Grande do Sul, foi aluno  da escola tática de  tiro do Rio Pardo,  onde obteve o curso prático de armas de cavalaria e infantaria.

Regressou do Rio Grande do Sul em 1890 e, então foi incluído, como o  posto de 1º Sargento, no 7º batalhão de Infantaria.

Tomou parte ativa no combate da Fortaleza   de  Santa Cruz, na revolta de Silvino de Macedo, nos dias 19, 20 e 21 de janeiro de 1892, revelando uma coragem e intrepidez que lhe valeram elogio na  ordem do dia, proferido pelo Marechal Eneas Galvão, Ministro da Guerra.

Na  Capital Federal (Rio de Janeiro), deslocado  de sua verdadeira vocação, que era a música,  ele procurou concentrar seus estudos nessa arte sublime, matriculando-se no Instituto Nacional de Música.

Foto Wikipédia: Instituto Nacional de Música(ex-Conservátório de Música, atual Escola de Música UFRJ)

Após ter cursado três anos as aulas desse estabelecimento,  foi escolhido para  regente do 9º  Regimento de Cavalaria, cargo  que desempenhou durante três anos.

Foi ainda o fundador da Banda Musical do Corpo de Bombeiros da  Capital Federal(Rio de Janeiro), abandonando-lhe a regência por motivo de  doença.

Por decreto numero 1687, de 16 de janeiro de 1897, foi elevado ao posto de Tenente honorário do Exército por relevantes serviços prestados à Pátria no espaço de dez anos


Em 1898, regressou à sua terra natal, Espirito Santo do Pinhal, onde se tornou professor de música e professor substituto no Grupo Escolar Almeida Vergueiro,  dirigido por Gabriel Ortiz.




Casou-se  em 20 de  junho de 1900, em São João da  Boa Vista, com  Maria  Cândida de Melo, conhecida como "Dona Sinhá", filha de Ana Magdalena e de Sabino Ferreira de Melo, com quem teve os filhos: Rita de Melo  Azevedo, "Bilu",professora; Maria de Lourdes de Melo Azevedo, casada com Edmundo  Dante, farmacêutico;  Magdalena  de Melo Azevedo, casada  com  João Batista Pinto, guarda-livros e jogador de futebol(Tigres da Mogiana); Thaís de Melo Azevedo, casada  com José Primola, gerente da famosa fábrica de Harmônica  Sartorello; Branca de Lourdes Azevedo e Sabino, que faleceu ainda criança e em sua memória escreveu  uma linda canção de ninar.

O Maestro Azevedo, como era por todos conhecido, permaneceu pouco tempo em sua terra natal, transferindo-se para São João da Boa Vista, atraído pelo progresso material e intelectual da cidade onde se tornou um dos grandes nomes da musica nacional, com produções que se impunham pela grandiosidade da arte e  magia da  sonoridade.

Mas não somente na arte musical que ele se destacou, pois era um homem deveras preparado que discutia, como jornalista, sobre diversos temas, tendo deixado vários trabalhos considerados verdadeiros tesouros poéticos e artísticos.

Em uma ocasião,  manteve  acirrada  polêmica  pelas colunas  do  jornal Correio Paulistano com um professor italiano, na qual se destacou  pela tremenda derrota que infringiu ao grande adversário.

Embora  tivesse uma existência de projeção e destaque, era um homem popular, admirado e benquisto, que se impunha pela elevação da sua apurada cultura e do seu linguajar fácil e agradável, tratando todos com humildade.

Homem preparadíssimo, foi jornalista, maestro e compositor.


Alegre, espirituoso, modesto e leal, era sempre bem recebido em qualquer roda.

De 1900 a 1910 foi a época das suas grandes composições: mais de 100 produções espalhadas por todos os lugares em que passou.

Do seu cérebro saíram valsas, maxixes, dobrados, peças sinfônicas, operetas, marchas marciais e tantos outros estilos. Peças como “Sabiá do Sertão” e “Soberana” alcançaram projeção internacional.

Em 1920, com a composição da marcha “Rei Soldado”, em homenagem ao monarca Alberto I, foi agraciado com a comenda da Ordem da Coroa da Bélgica.

No início de 1922, partiu para a cidade de Santos, onde passou a ocupar o cargo de 1º Tenente Maestro Regente da Banda do Corpo de Bombeiros, retornando tempo depois a São João da Boa Vista, onde continuou com extaordinário brilho e indiscutível competência, empunhando a batuta de diversas corporações musicais.

Tendo ficado vago o cargo de regência da Banda da Força Pública do Estado de São Paulo, em janeiro de 1927, com a aposentadoria do Maestro Capitão Antão Fernandes, os maiores maestros da época canditaram-se ao cargo, mas o maestro Azevedo foi o eleito, sendo nomeado no dia 18 de janeiro daquele ano.

Já em 1929, quando a banda do exército dos Estados Unidos foi para uma turnê na Europa, na Exposição Ibero-Americana de Sevilha, seu nome foi incluído entre os maiores compositores do mundo.

Assim, ao lado das composições de Maestros nacionais de grande nome, como Carlos Gomes, foram também os seu notáveis trabalhos incluídos 

Aos 60 anos, em 1932, durante o movimento constitucionalista denominado Revolução de 32, alistou-se como voluntário no Batalhão Ferroviário, ostentando a patente de 1º tenente.


Foi para Poços de Caldas, Minas Gerais, ocupando o posto de "Regente da Banda" nas décadas de 30 e 40 .

Destaca-se no grupo, à mesma época, a presença de outros grandes músicos como o trompetista Mário Costa, os bateristas Ataulpho Marques e Otaviano Rocha e também o clarinetista e saxofonista Antônio Beccaro que, como o Maestro Azevedo, dedicaram grande parte de sua existência em prol da música e desta banda (Poços) de mais de 90 anos.

Em 15 de janeiro de 1934, sua esposa , Maria Cândida de Melo Azevedo faleceu em São João da Boa Vista, aos 52 anos de idade, tendo este fato causado a mais funda impressão no seio de sociedade sanjoanense, onde era grandemente estimada e considerada.

Manteve-se ligado a São João da Boa Vista, cidade da qual jamais se afastou completamente, residindo nos últimos anos de vida nas proximidades da Estação do Girivá, fazenda esta pertencente aos familiares de sua esposa.

Foto Album Mogiana:- Estação Girivá  por volta de 1910


Recebeu uma justa homenagem do poder público de Mogi Mirim quando seu nome passou a designar uma das principais da região central da cidade.

Em São João da Boa Vista, pelo decreto 2428, de 08/12/208, projeto do vereador Lucas Octávio de Souza, atribuirão o nome do Maestro Azevedo à praça existente entre as Ruas Capitão Basílio José Teixeira, Francisco Marin e Capitão José Gomes Guimarães, no Jardim 1º de Maio.

Fontes:  site :  www.glosk.com/.

                site:  www.vivapocos.com/

                Livro :- Logradouros de São João da Boa Vista- Rodrigo Rossi Falconi

                              Imprensa Oficial do Estado de São Paulo-2010

O Maestro Azevedo

por Luís Nassif

Um dos personagens mais constantes de minha infância tinha nome de gente, mas era banda: a "Banda Municipal Maestro Azevedo", de Poços de Caldas, que tocava e ainda toca todo domingo de manhã no coreto do jardim do Pálace.

Algumas vezes, adolescente, eu ficava planejando com Wilson Danza, meu colega de pífaros na fanfarra dos Marista, o que iríamos fazer depois de aposentados. Voltaríamos para Poços e comporíamos dobrados para a banda. Wilson morreu cedo, em 1974, de morte besta quando cursava medicina em Belo Horizonte. Nos vinte anos de sua morte foi homenageado pela faculdade e, só então, soube que ele tinha deixado vários dobrados compostos, que nem sei se foram incorporados ou não ao repertório da nossa "furiosa".

O Brasil tem uma legado rico de dobrados e marchas militares. Anos atrás a coleção "Revivendo" reeditou alguns desses clássicos. Mas a história dessa música ficou restrita às corporações de bombeiros e das Forças Armadas, ou às bandinhas municipais. E, no entanto, muitas delas têm o vigor das composições clássicas do luso-americano John Phillip de Souza, o mais conhecido dos autores de dobrados do mundo.

Um dia mencionei aqui a banda e recebi uma carta de Joaquim Edmar Azevedo Zagatti, neto do maestro Joaquim Lourenço de Azevedo Filho, o "maestro Azevedo", com vários recortes de jornais da região sobre sua morte, em 1952.

Por elas, fico sabendo que o maestro foi autor de uma canção de ninar fulminante

–"Dorme, dorme filhinho / meu anjinho inocente / dorme, queridinho / que a mamãe fica contente". Havia uma segunda parte tristíssima: "O mundo é mesmo triste / eu bem sei, posso afirmar / Ainda há quem resiste / dores de não suportar".

Lembrei-me de imediato dos meus 5 anos, resistindo ao sono, minha vó Martina me pegando no colo e cantando essa canção. Eu só balbuciava "essa não, vó, que eu durmo", e cataplum! –dormia na hora.

Maestro Azevedo era de Espirito Santo do Pinhal, vizinha de Poços.

Nasceu em 1872, filho de um comerciante português. Aos 16 anos entrou para o exército e teria feito carreira, não tivesse aderido à revolta federalista e monarquista do primeiro tenente Isidoro Dias Lopes, em 1893.

Os federalistas foram esmagados pelos florianistas, o maestro Azevedo ficou alguns meses prisioneiros da fortaleza de Santa Cruz, no Rio, e desistiu da carreira. No curto período em que permaneceu no Exército, o maestro dirigiu a famosa Banda do Corpo de Bombeiros do Rio, substituindo o maestro Anacleto Freire.

Deixou um repertório apreciável de composições, incluindo polcas, tangos, e uma opereta – a "Sabiá do Sertão"—espalhada por todo o estado pela Companhia Sebastião Arruda. A canção de ninar de minha avó fazia parte dessa opereta.

Mas o forte eram mesmo as marchas e dobrados.

Em 1920 compôs a marcha "Rei Soldado" , em homenagem ao rei Alberto Primeiro, da Bélgica, que visitava o Brasil.



O maestro também venceu concursos na Espanha, na Grande Exposição de Sevilha, que prendeu a atenção do mundo inteiro.

A delegação brasileira compareceu com composições da nata dos músicos eruditos brasileiros, de Carlos Gomes, Leopoldo Miguez, Alexandre Levy, Lorenzo Fernandes a Alberto Nepomuceno, entre outros. E com duas obras do maestro Azevedo, entre as quais o "Sabiá do Sertão" e o "Dobrado à moda paulista". Foi o vencedor da competição.

Lá pelos anos 20, o maestro entrou em um concurso de piano no Rio de Janeiro, que provocou o maior rolo na época, pela desclassificação de inúmeros candidatos regionais. Seu Aguirre, meu ex-sogro, já tinha me contado essa história, mas eu não havia ligado ao maestro. Era voz corrente que o vencedor havia sido o maestro Azevedo. Mas o prêmio havia sido feito de encomenda para o pianista Arnaldo Estrela, o mais famoso da época. Daí a grande polêmica que se seguiu.

O maestro morou também muitos anos em Mogi Mirim, em São João da Boa Vista, Santos, e, finalmente, em Poços, onde se tornou regente oficial da Banda Municipal, funcionário do governo do estado, aposentando-se no posto.

Que tal as três cidades se reunirem, recuperarem a história, e juntarem as obras do maestro?"



Banda Maestro Azevedo - Banda Maestro Azevedo, tem sua história publicada no livro "Tesouros do Brasil, publicado pela Fiat.

A banda existe há 91 anos e já realizou mais de 10 mil apresentações, promovendo lazer e cultura para idosos, crianças e turistas.

Em 1930 , o grande maestro Villa-Lobos fez uma turnê artística para a difusão da música pelo interior de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, formando uma caravana,  Lucilia(sua esposa),  Antonieta Rudge, a cantora Nair Duarte e o pianista Sousa Lima  e foram visitar 68 cidadezinhas.

Dessa excursão nasceu a música  "Caixinha de Música Quebrada" dedicada a Sousa Lima e também, a idéia do "Trenzinho do Caipira".

O compositor propôs a um grupo de jovem, que dizia que não sabia cantar, um trecho de música a quatro vozes e escreveu sobre uma mesa de mármore uma frase de dezesseis compassos que seria a primeira voz numa segunda mesa escreveu a segunda voz e o mesmo para a terceira e quarta voz. Ensaiou por voz e depois juntou-as.

Os rapazes achavam-no um grande professor e um mágico encantador ...

Havia bandas que comoviam o coração do nosso Villa . E uma delas foi a regida pelo Maestro Azezedo, deixando uma foto com dedicatória:



"Minha grata lembrança da Comitiva da Excursão Villa-Lobos - Souza Lima ao Maestro Azevedo, maior vulto artístico que eu encontrei em São João da Boa Vista.

Com toda simpatia.

H.Villa-Lobos S.João da Boa Vista, 13/03/1931"




    A acreditar em si mesmo e de seguir seus sonhos, ter metas na vida e uma unidade de sucesso, e cercar-se com as coisas e as pessoas que o fazem feliz - este é o sucesso .

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Como se locomover em Lisboa



Em Lisboa temos :-

Lisboa Viva Viagem :- um cartão magnético fininho, onde o viajante adquire bilhetes unitários, de recarga (zapping), ou de uso por período de 24h.

Você escolhe o que for mais vantajoso e adquire o cartãozinho nas máquinas com moedas, cédulas ou cartões de crédito/débito
O Lisboa Viva Viagem custa 0,50 de Euro e tem validade de até um ano.

Após adquirido com um determinado número de viagens, bilhetes unitários, zapping ou 24h, ele só pode ser modificado após zerar o cartão atual, mas nada impede que você compre vários cartões .

O bilhete de metrô custam 0,80 de Euro (0,79 para o 'zapping'), mesmo preço para os Eléctricos (bondes).

As recargas de "zapping" a partir de 5 euros dão um descontinho gradual.

O ticket diário custa 3,70 e vale para metro, autocarros (ônibus), eléctricos e elevadores. A partir de 5 viagens num mesmo dia (o que não é incomum), essa opção é mais vantajosa para o turista.
O Lisboa Card, o preço varia pelo período de validade, de 24, 48 ou 72 horas (16, 27 e 33,50 euros, respectivamente).

Para quem for ficar exatos 3 dias na cidade, evita o inconveniente das filas de compras de ingressos, ele dá acesso a inúmeras atrações e pode (ou não) valer a pena, dependendo dos interesses do viajante.

Dá direito a:

- Circulação Grátis de METRO.

- Circulação gratuita nos autocarros, eléctricos, elevadores da CARRIS. Linha de Sintra - Sete Rios - Oriente,

- Linha de Cascais - Cais do Sodré.

- Entrada gratuita em 26 museus, monumentos e outros locais de interesse.

- 10% a 50% de desconto em locais e serviços de interesse turístico e cultural.

- 5% a 10% de desconto em algumas lojas de artigos genuinamente portugueses.

- Relembramos que o cartão só é válido depois de assinado e preenchida a data e hora em que vai começar a utilizar o cartão.

- Cada adulto detentor de um "Lisboa Card" poder-se-á fazer acompanhar por 2 crianças com idade inferior a 5 anos, sem mais encargos

Vem junto um guia, dizendo o que é gratuito e o que tem desconto.

Por exemplo: Em Sintra, no Parque Nacional da Pena (desconto de 3 euros), Castelo de São Jorge (30% de desconto), Palácio de Queluz, Museu Nacional do Coche, museu de Marinha (25% desconto) e Oceanário (15% preço).

Onibus Turistico: Para quem não está a fim de ficar andando perdido pela cidade toda, sem saber quais atrações visitar, ou esta sem tempo, há a opção do Ônibus Turístico “Sight Seeing Tours”.

É um ônibus conversível que te leva a vários pontos turísticos da cidade. Custa € 14,00 e é válido por 24 horas. Você pode pega-lo na Praça do Comércio ou na Praça da Figueira, descer, visitar o que te interessa e pegar o ônibus de novo quantas vezes quiser.

Tem os vermelhos e aos amarelos.

Os amarelos são mais caros, mas o percurso é um pouco maior e dá o direito de utilizar também o metro, elevadores, bondes e ônibus.

E também dá desconto no ingresso do Castelo de São Jorge,(tem que mostrar o bilhete ante de adquirir o ingresso)

No mesmo estilo de passeio dos Ônibus, há um bonde elétrico que percorre outros roteiros em Lisboa. € 17,00 para Adulto, € 12,50 com o Lisboa Card e € 8,50.

bonde



sábado, 10 de julho de 2010

PORTUGUÊS DE PORTUGAL

Graças às novela da Globo e atualmente da Record(me  pareceu que lá a audiência da Record é enorme!) eles compreendem melhor o linguajar dos brasileiros que nós conseguimos entendê-los.

Não que seja difícil, mas quando falam depressa... aí é impossível.

Pequeno dicionário para entender o português de Portugal:-



alcatrão: asfalto, piche

almofadas: travesseiro

autocarro: ônibus

aceder : acessar uma página na Internet

MONTRA EM EXECUÇÃO


adepto : torcedor de um time de futebol

albufeira: represa

alforreca: agua-viva

atacadores: cadarço

bica: cafezinho

bicha: fila

bromas: acostamento de estradas

cacete: Pão Francês

canalha: grupo de crianças

cueca: calcinha feminina

comboio: trem

durex: camisinha

ementa: cardápio

Está lá?: Alô?

giro: bonito

telemóvel : celular

montra: vitrine

rato: mouse

portátil: notebook

passadeira: faixa de pedestre

peão: pedestre

passeio: calçada

rotunda : balão ou rótula de trânsito.

paneleiro: homossexual

puto: menino pequeno (mas uma puta NÃO é uma menina pequena, lembre-se!)

penso higiênico: Absorvente feminino

penso rápido: Band-aid,

portagem: pedágio

pica: Injeção

peão: pedestre

propina: Impostos,

pastelaria: confeitaria

pastel: doce.





Mas mesmo assim ainda a gente se assusta quando lê  nos banheiros :

Não esqueça de carregar no autoclismo da retrete:- Não esqueça de dar DESCARGA.

LISBOA :- táxi, ônibus, metrô

lisboa

Lisboa  foi uma surpresa! Tão linda, acolhedora, com ares de cidade do interior.

Nos apaixonamos por Lisboa e pelos portugueses.

Ficamos 3 dias em Lisboa.

Fomos de taxi do aeroporto para o Hotel Eduardo VII que fica na Avenida da Liberdade, perto da Praça do Marquês de Pombal, o lugar é bom, perto  da estação de metrô e ponto de ônibus, porém o  quarto do hotel era minúsculo.

Tem também um  onibus que vai do aeroporto para o centro de Lisboa.

É o Aerobus 91 que vai até o Cais do Sodré.

No percurso ele para nos principais pontos da cidade, nos quais costumam hospedar-se os turistas.

Pergunte ao motorista   se no percurso o ônibus passa perto do seu hotel.

O bilhete custa 3,50€ e vale para um dia de viagem em todos os ônibus da cidade, não vale para o metrô.



O aeroporto de Lisboa não está muito longe do centro da cidade.



Atenção: Para quem pretende utilizar o ônibus turístico – Discover Lisbon – aquele que para em todos os atrativos e que você pode descer e voltar a subir, a dica é guardar o bilhete do 91, porque ele te dá 25% de desconto na tarifa.

O 91 passa na frente da saída do Terminal 1 do aeroporto, é bem fácil. A frequência é de 20 em 20 minutos.

O metrô funciona das 06:30 às 01:00.    O bilhete custa € 0,75

Os táxis lá têm 4 tarifas diferentes, representadas pelos números "1" a "4".

A 1 e 3 são as diurna e noturna, respectivamente, e valem para quando se for rodar dentro do Concelho de Lisboa.

A "2" e "4" valem pra fora do concelho. A tarifa noturna é aplicável das 22:00 às 06:00 do dia seguinte.














Para ir de táxi do aeroporto até o centro, a tarifa vai de 15 a 18 euros.

Havia lido que eles cobravam por mala aproximadamente 1,60€, mas pagamos 15 euros com 2 malas  .

Logo que chegamos, deixamos as malas no hotel  e fomo para o Shopping Vasco da Gama Colombo que fica em frente ao estádio do Benfica.

Comparados ao Brasil  o preços estavam ótimos.

Roupas na Zara saem por menos da metade das daqui . Tem várias lojas com preços baratos  como  a H&M e Mango.

Fomos no Free Alcochete(quando voltamos de Évora) e não achei que os preços estavam melhores que do Vasco da Gama, tinha apenas mais oferta de produtos.

castelo de sao jorge

Avenida Fontes Pereira de Melo



Avenida Fontes Pereira de Melo

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Alzheimer, pelo paciente




Médico americano conta o processo de desenvolvimento da doença, dos sintomas ao diagnóstico, e como sua rotina mudou.



Sou médico aposentado e professor de medicina. E tenho Alzheimer.

Antes do meu diagnóstico, estava familiarizado com a doença, tratando pacientes com Alzheimer durante anos. Mas demorei para suspeitar da minha própria aflição.

Hoje, sabendo que tenho a doença, consegui determinar quando ela começou, há 10 anos, quando estava com 76.

Eu presidia um programa mensal de palestras sobre ética médica e conhecia a maior parte dos oradores. Mas, de repente, precisei recorrer ao material que já estava preparado para fazer as apresentações.

Comecei então a esquecer nomes, mas nunca as fisionomias. Esses lapsos são comuns em pessoas idosas, de modo que não me preocupei.

Nos anos seguintes, submeti-me a uma cirurgia das coronárias e mais tarde tive dois pequenos derrames cerebrais.

Meu neurologista atribuiu os meus problemas a esses derrames, mas minha mente continuou a deteriorar.

O golpe final foi há um ano, quando estava recebendo uma menção honrosa no hospital onde trabalhava. Levantei-me para agradecer e não consegui dizer uma palavra sequer.

Minha mulher insistiu para eu consultar um médico.

Meu clínico-geral realizou uma série de testes de memória em seu consultório e pediu depois uma tomografia PET, que diagnostica a doença com 95% de precisão.

Comecei a ser medicado com Aricept, que tem muitos efeitos colaterais. Eu me ressenti de dois deles: diarreia e perda de apetite.

Meu médico insistiu para eu continuar. Os efeitos colaterais desapareceram e comecei a tomar mais um medicamento, Namenda.

Esses remédios, em muitos pacientes, não surtem nenhum efeito. Fui um dos raros felizardos.

Em dois meses, senti-me muito melhor e hoje quase voltei ao normal.

Demoramos muito tempo para compreender essa doença desde que Alois Alzheimer, médico alemão, estabeleceu os primeiros elos, no início do século 20, entre a demência e a presença de placas e emaranhados de material desconhecido.

Hoje sabemos que esse material é o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide.

A hipótese principal para o mecanismo da doença de Alzheimer é que essa proteína se acumula nas células do cérebro, provocando uma degeneração dos neurônios. Hoje, há alguns produtos farmacêuticos para limpar essa proteína das células.

No entanto, as placas de amiloide podem ser detectadas apenas numa autópsia, de modo que são associadas apenas com pessoas que desenvolveram plenamente a doença. Não sabemos se esses são os primeiros indicadores biológicos da doença.

Mas há muitas coisas que aprendemos.

A partir da minha melhora, passei a fazer uma lista de insights que gostaria de compartilhar com outras pessoas que enfrentam problemas de memória:

  • Tenha sempre consigo um caderninho de notas e escreva o que deseja lembrar mais tarde.



  • Quando não conseguir lembrar de um nome, peça para que a pessoa o repita e então escreva.



  • Leia livros.



  • Faça caminhadas.



  • Dedique-se ao desenho e à pintura.



  • Pratique jardinagem.



  • Faça quebra-cabeças e jogos.



  • Experimente coisas novas.



  • Organize o seu dia.



  • Adote uma dieta saudável, que inclua peixe duas vezes por semana, frutas e legumes e vegetais, ácidos graxos ômega 3.



  • Não se afaste dos amigos e da sua família. É um conselho que aprendi a duras penas. Temendo que as pessoas se apiedassem de mim, procurei manter a minha doença em segredo e isso significou me afastar das pessoas que eu amava. Mas agora me sinto gratificado ao ver como as pessoas são tolerantes e como desejam ajudar.


A doença afeta 1 a cada 8 pessoas com mais de 65 anos e quase a metade dos que têm mais de 85.

A previsão é de que o número de pessoas com Alzheimer nos EUA dobre até 2030.

Sei que, como qualquer outro ser humano, um dia vou morrer.

Assim, certifiquei-me dos documentos que necessitava examinar e assinar enquanto ainda estou capaz e desperto, coisas como deixar recomendações por escrito ou uma ordem para desligar os aparelhos quando não houver chance de recuperação.

Procurei assegurar que aqueles que amo saibam dos meus desejos.

Quando não souber mais quem sou, não reconhecer mais as pessoas ou estiver incapacitado, sem nenhuma chance de melhora, quero apenas consolo e cuidados paliativos.

ARTHUR RIVIN FOI CLÍNICO-GERAL E É PROFESSOR EMÉRITO DA UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA

Fonte: Jornal Estado de São Paulo 03/07/2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Lisboa- Como usar o metrô (métro)



O pacote adquirido contava com 3 noites em Lisboa no Hotel Eduardo VII, pertinho da Praça Marquês do Pombal.

No aeroporto,  pesquisei o preço do táxi lá dentro e era de 18 euros.

Lá fora , 15 euros num mercedes novinho!

O motorista foi muito gentil e nos deu várias dicas.

Chegamos no hotel, deixamos as malas e fomos tentar aproveitar o restinho do dia  para acabar com  o stress da conexão em Madrid.

O metrô fica ali perto, mas quando chegamos a bilheteria já estava fechada.

Vendo nossa decepção, um português nos explicou que podíamos tirar o ticket na máquina.

Graças ao passo-a-passo aprendido com o Ricardo Freire, foi muito fácil.

Voc~e compra o cartão por 50 centavos de euro- Lisboa Card na própria máquina e depois é só carregá-lo.

A máquina aceita notas só até 20 euros, por isso tenha sempre notas de valores menores, nada de ficar andando só com notas de 100 euros :)

Abaixo as fotos do passo-a-passo do Ricardo Freire, para recarregar o Lisboa Card:



"Para recarregar, basta inserir o cartão (que é de papel mesmo) no lugar apropriado...






selecionar "Combinado Carris-Metro" (onde "Carris" significa ônibus/autocarros, bondes/eléctricos e funiculares/elevadores)...




e, se você planejar fazer pelo menos 3 viagens nas 24 horas seguintes, selecionar "Bilhete 1 dia", que é mais vantajoso (além de muito prático).



Daí é só pagar (a máquina dá troco)...




conferir o comprovante -- perdão, o comprovativo...



e passar o cartão na catraca do Metro (tanto para entrar quanto para sair).

Faça o seu assim que chegar. Uma subidinha de elevador, avulsa, custa 1,35 euro.

Nos ônibus (autocarros), bondes (eléctricos) e funiculares (elevadores) é preciso validar o cartão numa maquininha posicionada junto à porta de entrada."

Atenção: Para validar é só encostar o cartão nas maquininhas que apita e ascende uma luz verde(se der vermelha é que o cartão está vazio).

sábado, 19 de junho de 2010

Embalar malas, vale a pena?

Antes achava um luxo desnecessário, mas hoje acho imprescindível.



Em primeiro lugar, eles não tem cuidado algum com a bagagem.

Embaladas,  a gente tem mais segurança, além de certas empresas darem um seguro extra para danos.

Outra coisa, com elas embaladas dificulta, um pouco, a violação, tanto para roubo como o risco de colocarem "certos" produtos ilícitos para você carregar.

Quanto a proteção teno visto de todo o tipo.

A mais interessante e barata que vi foram dos angolanos(devem comprar esta embalagem na Rua 25 de março).

É de malha, facil de colocar e pode ser reaproveitada.

Bonito não fica, mas em questão de segurança e preço é uma boa solução.

Pode utilizar também saco preto grande, vedado com fita  adesiva transparente larga, cortado nos locais das rodas e alça.

Vejam este video de como abrem malas em aeroportos para furtarem objetos: