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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Évora- Da Capela dos Ossos ao Pão de Rala

"Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos", diz  o letreiro sobre a cripta.

Capela dos ossos

Monges  envolvidos na contrarreforma católica se empenharam em simbolizar a transitoriedade da vida.

Para isso, forraram as paredes da nave da capela com ossos de 5 mil pessoas.





Capela da ordem terceira de São Francisco, tem um altar com talha dourada .

Évora, capital do Alentejo, formou-se a partir de uma colcha de retalhos que atravessou os tempos.

A cidade tomou o corpo que tem hoje com pedaços de tecido de origem romana, moura e cristã, em que foram bordados templos, muralhas e igrejas.

O resultado final é um caldeirão de ideias e monumentos, acompanhados por apenas 50 mil habitantes,mas com uma população bem jovem, pelo menos foi o que vimos, devido as universidades.

Todos devidamente orgulhosos de poder morar dentro de um consagrado Patrimônio da Humanidade

Em Évora,não deixe de conhecer o pão de rala, só encontramos lá.



Diz a lenda que durante o seu curto reinado, visitou Évora o jovem rei D.Sebastião, tendo-se acolhido às freiras Xabreganas do Convento de Santa Maria do Calvário.

À chegada do régio senhor, cansado das durezas da viagem e do calor que fazia, um valido real encarregado do protocolo, lembrou a Madre Abadessa da necessidade de oferecer um refrigério ao real hóspede.


A monja, que há muito esperava em vão a ajuda do Paço para a sobrevivência do pobre convento, retorquiu que só havia uns "pães ralos", azeitonas e água; era o que havia e foi o que veio. O monarca comeu e apreciou.
De volta a Lisboa, despachou uma recompensa em benefício do convento.


Em agradecimento, a criatividade monástica retribuiu com esta doce alegoria conhecido por Pão de Rala, que fez as delícias do rei e também de todos nós.


Se visitar Évora não esqueça que é aqui que pode e deve provar esta maravilha.


O melhor é o produzido por Maria Ercília Zambujo na Pastelaria Conventual Pão de Rala situada na parte baixa da cidade, Rua de Cicioso. Ou pode fazê-lo assim:

Ingredientes:

20 Gemas
500 gr de Açúcar
3 dl de Água
500 gr de Amêndoa pelada e ralada
raspa de 1 Limão
1 chávena de (chá) de Doce de Chila
1 chávena de (chá) de Fios de Ovos
1 chávena de Chá) de Ovos Moles

Preparação:

Leve ao lume o açúcar com os 3 dl de água e deixe fazer ponto de fio (105ºC).
Junte a amêndoa ralada até obter um preparado espesso.
Retire do lume e junte as 20 gemas e a raspa do limão, mexendo muito bem.
Leve novamente a lume brando mexendo sempre para não queimar, e deixar espessar um pouco.
Retire do lume, deixe arrefecer e estenda a massa de maneira a formar uma rodela, no meio da qual se colocam fios de ovos e chila previamente misturada com os ovos moles.
Puxa-se a massa de forma a cobrir o recheio e a dar a forma de pão ao preparado.
Leva-se a forno brando ( 180-190ºC) em tabuleiro untado e forrado com papel vegetal durante 30/35 minutos. Deve ficar levemente tostado, como um pão.
Retira-se do tabuleiro só depois de frio, e polvilha-se com açúcar em pó, dando o aspecto de farinha.

Notas:

A Amêndoa a usar não é nem moída nem granulada, sim um pouco esmagada. Como à venda só existe normalmente uma variedade demasiado fina, quase como farinha, e outra em que há muitos grãos grossos, costumo comprar essa mais grossa, passo-a por uma peneira média e depois esmago os grãos mais grossos com um rolo de pedra, sobre a bancada. Dá uma consistência final perfeita.
Os fios de ovos são algo trabalhosos de fazer e necessitam de um instrumento específico, a fieira, que não é comum nas cozinhas caseiras. O Doce de Gila dá realmente muito trabalho e leva muito tempo a fazer, mas qualquer destes ingredientes se pode adquirir pronto e facilitar muitíssimo a confecção do Pão de Rala


fonte:comidas caseiras.blogspot.com


Olhem a delícia!!!

A Confeitaria é pequena, mas tem cada doces, um mais gostoso que o  outro.






Ah, tem também a Sericaia.

INGREDIENTES
300 GRS DE AÇÚCAR

80 GRS DE FARINHA DE TRIGO

08 OVOS

500 ML DE LEITE

CASCA DE 1 LIMÃO

01 PAU DE CANELA

CANELA EM PÓ PARA POLVILHAR

MODO DE FAZER:

LEVE AO FOGO UMA PANELA COM O LEITE, A CASCA DE LIMÃO E O PAU DE CANELA E DEIXE FERVER.

NUMA TIGELA, BATA BEM AS GEMAS E O AÇÚCAR ATÉ FICAR UMA MISTURA CLARA E CREMOSA. ADICIONE A FARINHA, JUNTE O LEITE EM FIO E MEXENDO SEMPRE, COLOQUE NOVAMENTE NA PANELA, REJEITE A CANELA E A CASCA DE LIMÃO E LEVE AO FOGO, MEXENDO SEMPRE, ATÉ FERVER E FICAR UM CREME MACIO. RETIRE DO FOGO E DEIXE ESFRIAR UM POUCO.

BATA AS CLARAS EM NEVE BEM FIRME, JUNTE-AS AO PREPARO ANTERIOR E MISTURE DELICADAMENTE. DEITE EM COLHERADAS DESENCONTRADAS PARA UM PRATO GRANDE DE BARRO, POLVILHE COM CANELA EM PÓ E LEVE AO FORNO PRÉ-AQIECIDO A 200ºC DURANTE APROXIMADAMENTE 20 MINUTOS. RETIRE, DEIXE ESFRIAR E SIRVA.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

PORTUGAL DE CARRO - Évora

Roteiro Portugal de Carro



1 º DIA – LISBOA (31/05/2010)

2 º, 3º e 4º DIAS - LISBOA (1 , 2 e 03/06/2010)
Lisboa:- Hotel D. Henrique IV,quarto pequenos, café da manhã razoável, ótima localização.

Passeamos por Lisboa e Belém.

Andamos de metrô, ônibus(autocarro), bonde  e bus city sightseeing

Lisboa nos surpreendeu. Subimos e  descemos  colinas, circulamos entre os bairros históricos, monumentos, museus,  cafés, miradouros, tendo o rio Tejo por companhia.

Comemos bacalhau, sardinhas assadas, doces maravilhosos e vinhos deliciosos, tudo isto por um preço excelente.(Ver post anteriores)

5º DIA – (4/6) LISBOA /Sesimbra /Setubal/ EVORA




Café da manhã no hotel.  Fomos até a Hertz, perto do Hotel e pegamos o carro que já havíamos alugado aqui no Brasil.

Um Clio, com direção, ar , bem macio e confortável.

Iniciamos a nossa viagem atravessando o estuário do rio Tejo e descobrindo a paisagem deslumbrante de Lisboa a partir da ponte 25 de abril

Optamos ir pelas estradas regionais, que não tem pedágio  e são muito mais bonitas, passando por Sesimbra, Setubal e Évora.

Na estrada encontramos vários ninhos de cegonhas:)

Passamos por Sesimbra , uma pequena cidade a beira mar, um lugar bem difícil para guiar, com ruas estreitas e trânsito caótico.



Íamos visitar  o Castelo de Sesimbra, mas desistimos  por não haver local para estacionar e prosseguimos a viagem até  Setubal.

Setúbal,  já possui  ruas mais largas, bons restaurantes, típica cidade  de pescadores e porto de pesca,zona de passagem para o Parque Natural da Arrábida.

Cidade limpa, florida,  com fantásticas vistas de mar e serra .

Em Setúbal, os pratos típicos são peixes frescos na brasa, caldeiradas de peixe ou de marisco, Chocos fritos, Sardinhas frita com tomate, Caracóis (na época), Queijos e Tortas de Azeitão

E os  melhores vinhos da região  são:-Periquita - Terras do Sado Branco; Adega de Pegões - Terras do Sado Colheita Seleccionada Branco; Romeira - Palmela Tinto; Pasmados Terras do Sado Tinto; Quinta da Bacalhoa - terras do Sado Cabernet Tinto; Leo d´Honor - Palmela Grande Escolha Tinto; Jose Maria da Fonseca - Moscatel Setúbal.

Seguimos nosso caminho até Evora, estrada tranquila, mas faltava sinalização e sempre que há um trevo o GPS pirava....

Há um sítio arqueológico, onde pode  visitar os megálitos, na estrada entre Évora e Montemor-o-Novo.

São pedras esculpidas, de 2 mil a 4 mil anos de idade, tipo os menires do Obelix.

Como havia lido que não era tão interessante assim para desviarmos  o caminho, decidimos  seguir  para Évora e quem sabe na volta ir até lá. (não fomos, andamos uns 15 minutos pelo desvio e  como não chegava a lugar nenhum e o GPS desapareceu, resolvemos voltar).

Évora - considerada Patrimônio da Humanidade, tendo sido habitada deste tempos pré-históricos.

Os romanos chamavam-lhe Ebora Liberalitas Iulia, depois do seu declínio foi ocupada pelos povos bárbaros cristianizados, mais tarde pelos mouros e finalmente foi-lhes conquistada pelos cristãos em 1165.

Fomos direto para a cidade velha, onde ficava nosso hotel, já reservado pelo HostelBookers- Residencial Os Manuéis.

Como a cidade é todo murada, com ruas estreitas, há poucos lugares para estacionar, sendo assim o estacionamento da maioria dos hotéis e pousadas, fica fora dos muros, não muito longe, se a cidade fosse plana....

Como o hotel já estava reservado, resolvemos ficar  por ali mesmo e deixamos o carro quase em frente ao Residencial, em uma vaga de um morador, com a promessa que tiraríamos o carro logo pela manhâ, assim que o comércio abrisse.

os Manuéis

Os Manuéis- Rua do Raimundo, 35- fica em um prédio histórico , no centro e alto  (leia-se, sem elevador e com uma escadaria enorme ), mas a simpatia do proprietário compensou o desconforto.

Ele nos deu várias dicas da cidade e nos indicou um restaurante excelente, frequentado pelo pessoal da cidade.( O mais famoso é o Fialho, mas com preços altos, O Dom Joaquim é de um antigo empregado do Fialho)



Como era meu aniversário, aceitamos a sugestão.

Comida excelente,  de entrada um quejo de azeitão com torradas  e depois  porco preto alentejano com fritas arroz e  vinho

Covento  Tomina

O porco preto assim é conhecido porque  a sua pele e unhas são negras, daí o Porco Preto é também conhecido como “Pata Negra”.

O Porco Preto Alentejano é único dentro da sua espécie e tem como seu habitat natural o Montado Alentejano.



Este animal é bem diferente dos seus "irmãos" e  é muito apreciado  pois ele tem o poder de armazenar na sua massa muscular, grandes depósitos de lípidos, provenientes dos finíssimos óleos das bolotas  que eles se alimentam, ficando o seu presunto com uma cor marmoreada e de nervuras brancas.

Neste caso, as gorduras insaturadas que as bolotas contém, contribuem para que 75% dos lípidos destes animais sejam também insaturados, pelo que são favoráveis ao sistema circulatório. A sua cor, brilho, aroma e sabor requintado resultam assim, numa qualidade incomparável.



Eles vivem em  liberdade controlada: os Porcos Pretos, vão em busca de comida (restolho de cereais e cereais) e água que têm de procurar, obrigando-os exercitarem-se fisicamente.

Resultado: Carne extremamente macia e saudável.

E por este jantar no Restaurante Dom Joaquim em Évora,  pagamos  46,80 euros, no Fialho ficaria no mínimo  o dobro.



Já havíamos andado pela cidade,  e achamos encantadora ,com vitrines arrumadas,  lojas movimentadas e um lindo chafariz mourisco na praça central.

Nada é novo em Évora, mas tudo é novo.

Ela está viva, as pessoas trabalham, os monumentos históricos estão impecáveis e as ruas com nome como Beco do Homem Não Barbeado e rua do Alfaiate da Condessa continuam movimentadas.

A cidade é muitíssimo bem guarnecida por grossas muralhas, com os portões sempre abertos.

De longe você já pode ver, encravado lá no alto, o fabuloso Templo de Diana.

De dia, o sol atravessa as colunas da ruína romana, lançando sombras multiformes.

À noite, o monumento ganha iluminação especial e algo de mistério.



É à noite, sem a multidão que a visita durante o dia, que a cidade se revela.

Andando pela Rua Cinco de Outubro, Praça do Giraldo(ponto de Encontro), passando pela Catedral, admirando o casario medieval, chegamos no alto, no  Templo Romano.



O templo de Diana é do início do século I.D.C em estilo coríntio.

Foi um final de noite de aniversário inesquecível.