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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fast Food- Comidas típicas de rua III

Comida de rua,   tem algo mais do que apenas um lanche rápido com que nos deparamos no caminho...

Na Turquia temos as pizzas em cone, que agora também já chegaram ao Brasil, em Roma temos as pizzas quadradas, feitas em formas retangulares e cortada  em pedaços quadrados, são de massa alta, com pouco recheio mas saborosa.

Mais do que uma comida rápida de rua, no Brasil,  o acarajé é indissociável da cultura do candomblé e da história dos africanos no Brasil.



O IPHAN,  declarou o ofício das baianas do acarajé, patrimônio cultural do Brasil.

É interessante conhecer esse processo de reconhecimento e valorização das baianas de tabuleiro que, tratando de um caso bastante específico, evidencia a dimensão cultural de saberes e práticas alimentares associados à comida de rua.



Na Bolívia temos várias opções:




Salteñas (a versão local das empanadas argentinas, mais conhecida por aqui),



zonzo (mandioca e queijo amassados juntos e assados),

empanadas ( pastéis fritos)

sopa de maní (de amendoim,  mas servida com batatas-fritas ou banana),

 



majadito (um arroz mexido, com carne, frango ou peixe, encimado por um ovo frito)

 



E o cuñapes, irmão do nosso  querido pão de queijo mineiro...

 

 

 

 

 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fast Food- Comidas rápidas-lanches típicos-comida de ruaII

Comida de rua é prática e muito saborosa, na maioria das vezes.

Na Holanda, vi uma barraquinha com uma fila enorme, fiquei feliz e logo pensei, vou me dar bem...

Ainda bem que resolvi ir direto na barraca para ver o que vendiam.

Argh! era arenque!

Arenques são pequenos peixes gordurosos (a gordura está dispersa por toda a carne e pele) do gênero Clupea encontrados nas águas temperadas e rasas do Atlântico Norte, do Mar Báltico, do Pacífico Norte e do Mediterrâneo.
Nos Países Baixos, o arenque tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento econômico e histórico do país desde antes do século XIV.(fonte: wikipédia)





O harring brood, como chamam o sanduíche, é vendido por 3 euros.

O filé é mais grosso  que do sushi, mas é peixe cru também.

Por ser marinado, o sabor também é mais acentuado, dizem...



Isto quando não resolvem comer o arenque assim!

Tive que procurar outra coisa e encontrei a melhor batata frita que já comi.

Frita em grossas fatias, por influência belga, a batata é encontrada como principal alternativa de comida rápida e barata em balcões por toda a cidade.

As vlaamse frites são servidas em cones e custam entre 1,80 euro e 2,80, e podem vir acompanhados por um molho à escolha, por mais 0,50, em enorme quantidade.


O mais tradicional é comê-la com a maionese local, que é mais cremosa e suave de que o molho pouco respeitável que os brasileiros estão acostumados a comer.

A batata é cortada em fatias realmente grossas,e não fica excessivamente crocante, mas bastante saborosa mesmo assim, e bastante atraentes.

Outra opção são os croquetes de vitrine.

Foto: Monstronacozinha.blogspot

Em qualquer esquina do centro de Amsterdã tem essas maquinas automatizadas que vendem croquetes dos mais variados sabores.

A mais famosa é da marca Febo.

Por pouco mais que um euro depositado na máquina, pode se abrir a janela escolhida e retirar o salgado, chamado kroket no idioma local.



Em Paris, temos os crepes,



os queijos (dos supermercados) e o sorvete Berthillon da ilha Saint Louis.

Caso não encontrem aberta  a Berthillon, (ela fecha entre julho e agosto  para poder atender os restaurantes e não perder o padrão de qualidade), pode saborear o Amorino









Lindo em formato de rosa, ou o

os sorvetes em flor da Gelati d'Alberto


Glacier Berthillon
29-31 rue Saint Louis en l'Île

Metrô: Pont-Marie linha 7
Tel.: 01 4354 3161
Abre de quarta a domingo das 10h00 às 20h00

Amorino
47 rue Saint Louis en l'Île
Metrô: Pont-Marie linha 7
Tel.: 01 4407 4808
Abre diariamente das 12h00 às 24h00
Gelati d’Alberto


Metrô: Châtelet linhas 1, 4, 7, 11 e 14

Tel.: 01 7711 4455

Abre diariamente das 12h00 às 24h00

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Fast Food- Comidas típicas e rápidas II

Kürtskalács, Hungria

A delícia mais autêntica da Hungria, o kürtskalács.

A palavra, como quase todo o vocabulário húngaro, é impronunciável,mas o cheiro de canela e baunilha ...


É um pão doce de primeira , com baunilha, chocolate, canela... servido quentinho como nosso pão de queijo.

Kürtskalács, ou, ao pé da letra, bolo chaminé.

Para prepará-lo, a massa é separada em tiras, como o nhoque.

Em seguida, cada parte é enrolada em uma espécie de pau de macarrão, que vai ao forno.

Ao sair, esfumaçando, ganha uma fina camada de manteiga.
O quitute nasceu há séculos na Transilvânia, quando a região, hoje romena, integrava o império austro-húngaro. Com o tempo, ganhou as esquinas de Budapeste.

Buñuelo, Espanha

Durante todo o mês de março a paella perde seu posto de rainha no cenário gastronômico da espanhola Valência.

Com a chegada das Fallas, a festa mais tradicional da cidade, os olhos famintos se voltam aos petiscos de rua que invadem toda e qualquer esquina.

Se você está de regime, mantenha-se longe das barracas.

As delícias que elas vendem são todas fritas.



Dos buñuelos  dizem que quando se come um,  salva uma alma do purgatório.(doce típico do dia 01 de novembro -dia dos mortos)

A iguaria de maior sucesso é o buñuelo, que tem a forma de um anel (o buraco no meio é sua marca registrada) e massa feita de abóbora.



Assim como o nosso bolinho de chuva, fica ainda mais irresistível depois de passado no açúcar.

O saquinho com meia dúzia custa cerca de 3 (R$ 7).

Atrás dele na concorrência está a porra valenciana.

Apesar do nome esquisito, ela conquista fácil, fácil os fanáticos por churros.

A grande diferença é que a versão espanhola é servida sem recheio.

Mas o sabor da abóbora - novamente ingrediente principal - e a combinação de açúcar e canela polvilhados por cima suprem com maestria essa ausência.

O produto fica disposto na barraca todo enrolado e você leva apenas um pedaço dele, por cerca de 2 (R$ 5).
Se sua passagem por Valência não coincidir com o período das Fallas, não se preocupe.

Você ainda terá a chance de encontrar barraquinhas em algumas esquinas ou ainda achar as iguarias em padarias.



Para a experiência gastronômica ser completa, peça um chocolate quente como acompanhamento. É assim que os moradores fazem.

Scotch Egg, Inglaterra



Verdade seja dita. O quitute de rua mais famoso do Reino Unido não é o fish and chips (peixe com batatas fritas) e nem mesmo as tradicionais shepherd"s pies.

Quem domina mesmo as ruas da capital inglesa é o famigerado kebab.

Mas, quando a tarefa é provar que Londres é muito mais que fish and chips, mashed e baked potatoes, o Broadway Market (www.broadwaymarket.co.uk) é o destino certo.

Point do descolado East End, trata-se do mercado de rua mais badalado do sábado londrino.

Se a feirinha de Portobello Road (ou Notting Hill) e o Borough Market já entraram para a lista de pontos turísticos imperdíveis e óbvios da cidade, o Broadway Market ainda é reduto de londrinos.
É possível encontrar crepes franceses, queijos italianos, cafés do Vietnã e o tradicionalíssimo scotch egg. Nunca ouviu falar?

A iguaria nada mais é que um bolinho de ovo cozido.

Falando assim não parece muito saboroso, mas vale dizer que não se trata de um bolinho qualquer.

Pense em um croquete incrementado, muito calórico e nada politicamente correto.
A receita básica: carne de porco moída, sal, salsinha, pimenta e canela para temperar, ovo cozido, farinha de rosca e muito óleo.

O ovo é envolvido com a mistura da carne moída temperada com as ervas.

E este bolinho (ou melhor, bolão - o Scotch Egg é imenso!) é, em seguida, frito à milanesa.

Quem quiser aprender a preparar o quitute em casa, assista este video.






(www.youtube.com/watch?v=xP6xbbrENAs ).

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fast food- comidas rápidas-lanches típicos - comida de rua

A maneira mais saborosa de desbravar um destino e conhecer hábitos alimentares e até culturais de uma região é através das comidas rápidas.

Sou fã deste tipo de comida(está certo não é a alimentação ideal, mas...).

Além de serem saborosas e baratas, sobra mais tempo  para conhecermos o local onde estamos.

No Uruguai  temos as empanadas  e o Chivito
A tradução literal seria "bodinho", mas não se trata de carne de bode, e sim de um monumental sanduíche de carne bovina na grelha, presunto, lombo defumado, lombo comum, bacon e mussarela. E não é só: maionese, alface, tomate, ovo cozido e pimentão (geralmente, ao escabeche) também acompanham.

Para evitar que essa gastronômica arquitetura desmonte como um edifício em um terremoto de 9 pontos na escala Richter, o cozinheiro coloca um palito, com uma singela azeitona na ponta.
O prato é tão popular que ganhou versões arrumadinhas nos restaurantes.

Em Montevidéu, por exemplo, o Chivitos Guga anuncia o prato junto com o nome da casa - e ficou famoso por isso.

Na Argentina encontramos,  bife de chorizo, empanadas, alfajores e

Choripán!!!

O bife de chorizo já é nosso "velho " conhecido, agora o Choripan , entre os turistas, está ficando mais conhecido .




Choripán, ou chorizo (linguiça) e pão.

O crocante pão francês com o suculento  chorizo é a base da alimentação de todo comício político, estádio de futebol e manifestação popular argentina.



Tanto que na crise de  2001/02,  grupos nacionalistas de esquerda gritavam na frente de lojas do McDonald"s e do Burger King:-

"Choripán sim, hambúrgueres não!"


O choripán costuma vir acompanhado de outro ícone, o chimichurri.






Um tipo de molho composto de orégano, salsinha, cebola, alho, pimenta, páprica e azeite de oliva, que os argentinos costumam derramar sobre diversas carnes.

O autor teria sido o irlandês Jimmy McCurry, que marchava com as tropas , no sec. XIX.

Com o tempo, o nome do inventor se transformaria na corruptela "chimichurri".
No entanto, há quem diga que o tal molho seja uma derivação do pesto genovês.

O nome seria proveniente do basco tximitxurri, o equivalente a "uma misturada de muitas coisas".

Na Alemanha ,

salsichas alemãs

Würst

Saborear as würsts nas  barracas de rua de Berlim não tem preço. Por que?

Basicamente, pela liberdade de obedecer apenas aos apelos do estômago, sem preocupação com horários fixos de almoço e jantar.

E também pelo preço: comer salsicha na rua sai por cerca de um terço do valor do prato em um estabelecimento simples.
As barraquinhas berlinenses atendem em ritmo de fast-food.

E de festa, para turistas que adoram interagir com moradores e outros viajantes.

As filas para fazer o pedido e pagar e para pegar os quitutes costumam ser higienicamente distintas.

Come-se em pé ao redor de mesas altas e coletivas.

Não há cardápios em inglês porque, para os berlinenses, würsts são würsts - seria como esperar que um restaurante baiano escrevesse acarajé em outro idioma.

Um rápido glossário:

bockwürst é a salsicha de vitela;

bratwürst, a de porco;

wienerwürst, a de Viena, seja lá o que isso signifique;

e a mais popular, a currywürst, salpicada, como o nome diz, com curry.
Bem na saída da Estação Mehringdamm, na linha U7 do metrô, a barraca Curry 36 tem a melhor salsicha com curry da cidade, garantem os berlinenses.

Custa cerca de  5 Euros (R$ 12) o combo com catchup, batata frita, pãozinho quente e refrigerante ou suco de garrafinha.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo